Não sabemos exatamente de onde viemos, e isto no sentido absoluto do termo. De repente, surge alguém se auto-intitulando o arauto da verdade cosmogônica, e nós, ingênuos estetas, deslumbrados com essa pose afetada típica da intelligentsia e com os flashes caleidoscópicos da mídia, caímos no feitiço da sereia mais podre e nefasta que habita estes mares de nossa complicada existência. Viver hoje é complicado, demasiadamente complicado, porque nos sobram experiências imediatas e nos faltam instrumentos - é como se na chuva torrencial tivéssemos um enorme guarda-chuva em mãos e mesmo assim corrêssemos para debaixo de uma árvore debilitada pelo outono (essa nossa era é o outono por excelência).
O ser humano se apaixona cada vez mais por imagens, ou aquilo que Aristóteles chamava de "phantasmata".
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