O que Nietzsche tem de aforismático tem de analítico; para cada arroubo heraclitiano há um contraponto platônico, para cada louvor ao antigo, um antilouvor idealizado. O homem era uma dialética hegeliana em si mesmo, uma contradição esquizofrênica, talvez por isso tão representativo destes nossos tempos.
Nietzsche estava no vértice da tensão histórica. Mário Ferreira dos Santos, em uma palestra sobre ciclos culturais, inclusive dá a entender que foi mais ou menos essa época o apogeu da tensão tética/antitética.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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