sábado, 3 de agosto de 2013

Post deletado da comunidade do orkut Apologética Católica

Eis o tópico: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=12901339&tid=5714624154508938364&na=2&npn=8&nid=

Segue abaixo postagem original:

"Rui, eu nem sei nem por onde começar.

Esse texto linkado do Olavo é límpido e cristalino como água. Ele só fala obviedades. De onde diabos você tirou que ele nega o acesso da razão à lei natural? Está saltando à cara que ele simplesmente coloca a dificuldade de coerir os dados da experiência com a transformação desses dados em uma linguagem a ser transmitida. O que é uma constante preocupação do seu ensino filosófico.

E que o conhecimento seja de ordem privada é algo indiscutível. A transmissão do conhecimento é outra coisa. A Bíblia, a Suma Teológica  - ou a própria realidade, nesse sentido ("o livro da natureza", como chamavam os victorinos) - não é conhecimento em si, é um corpo de registros com conhecimento em potencial. Quem atualiza esse conhecimento é uma pessoa, uma alma individual.

Ficar tapando essa tensão fundamentabilíssima em filosofia com palavrinhas mágicas tipo "revelação privada", imantadas de apelos pejorativos, é um recurso pueril e desonesto.

Tirar desse texto absurdos como "ele transfere da razão para a experiência sensível a tarefa de entender as finalidades naturais ou a ordem tal como foi concebida por Deus para que o homem atingisse o seu fim último" mostra que você sequer passou perto de entender coisa alguma. Confundir a experiência noética com a experiência sensível é um negócio imperdoável para quem um dia tenha lido alguma coisa de Aristóteles, o Filósofo de quem São Tomás tanto fala.

Olha, chamar um texto de gnóstico é tarefa digna só para sujeitos do porte de um Eric Voegelin, cinquenta anos depois de ter mergulhado com sua vida no enfrentamento real de problemas que atormentaram os filósofos, os teólogos e os santos em todos os tempos. Não para o Rui, do alto de sua cátedra da Apologética Católica.

É justamente contra esse despreparo que o Olavo alerta em textos como esse. Sua inominável crítica é o típico C.Q.D do próprio texto criticado.

Eu acho que o Álvaro está sendo bondoso demais. Essa sua tentativa de interpretação de um texto jornalístico relativamente simples é um fracasso do começo ao fim, o que nos dá a dica do quanto de atenção você realmente merece quando não está simplesmente citando a Suma Teológica. Repetidores não são filósofos. Qualque macaco faz isso."

sábado, 24 de julho de 2010

Apocatástase

Na verdade, a Apocatástase não deve ser entendida temporalmente, como a conflagração de nossa sucessão de eras cósmicas, mas como um retorno, na eternidade, a Deus, isto é, de acordo com a correta compreensão da Criação, só exercendo a inversão ontogógica, da katabasis para a anabasis. Neste sentido, Criação e Conflagração se dão simultaneamente na eternidade, desde sempre; são dois aspectos, ou mesmo duas atividades do mesmo Ser.

Todo ente é criatura e dissolução.

O "fim dos tempos" é a ascensão de todo ente, em absoluto.

quinta-feira, 18 de março de 2010

O três é relação

A "terceidade" (substância do 3) simboliza a relação (qualidade de ser terceiro, de apor-se a uma oposição).
O relativo é o que permite o oposto não ser absoluto. O relativo é o que analoga a tese à antítese, é a unidade transposta à oposição, é a unitatis persistentia (persistência da unidade).

Será?

Os formalismos filosófico-científicos só poderiam ser fruto do cristianismo, que em seu ímpeto extrínseco exige recortes formais, que são o que universaliza o conhecimento. Metafísicas puramente místicas jamais gestariam tais formalismos, até porque estes lhe são intrinsecamente contrários.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ontological Apothegm I

Being is like a pendulum; whatever its oscillation, it is always the same.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Contemplo a criação

A criação não é um ponto no espaço-tempo. A criação é tudo o que foi, que é e que será criado, em todos os tempos. A cada gesto da minha mão digitando sobre este teclado, age a criação, porque algo potencial passa a se efetivar; e o que jaz no futuro é também efetivo para quem desfruta aquele espaço temporal da criação. A criação é, assim, coeterna; nunca começou, nunca pára.

(ver as rationes seminales de Agostinho)

sábado, 2 de janeiro de 2010

Não estude Filosofia sem Filologia.

Estudar filosofia sem estudar as línguas clássicas é como fazer uma investigação pela metade, vendo-se carente de suas fontes mais originais. As palavras são os registros das impressões experimentadas pelas diferentes culturas e civilizações. Aprofundar-se na origem e no caminho percorrido pelos vocábulos é como investigar as fotografias mais antigas do pensamento.