Na verdade, a Apocatástase não deve ser entendida temporalmente, como a conflagração de nossa sucessão de eras cósmicas, mas como um retorno, na eternidade, a Deus, isto é, de acordo com a correta compreensão da Criação, só exercendo a inversão ontogógica, da katabasis para a anabasis. Neste sentido, Criação e Conflagração se dão simultaneamente na eternidade, desde sempre; são dois aspectos, ou mesmo duas atividades do mesmo Ser.
Todo ente é criatura e dissolução.
O "fim dos tempos" é a ascensão de todo ente, em absoluto.
sábado, 24 de julho de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
O três é relação
A "terceidade" (substância do 3) simboliza a relação (qualidade de ser terceiro, de apor-se a uma oposição).
O relativo é o que permite o oposto não ser absoluto. O relativo é o que analoga a tese à antítese, é a unidade transposta à oposição, é a unitatis persistentia (persistência da unidade).
O relativo é o que permite o oposto não ser absoluto. O relativo é o que analoga a tese à antítese, é a unidade transposta à oposição, é a unitatis persistentia (persistência da unidade).
Será?
Os formalismos filosófico-científicos só poderiam ser fruto do cristianismo, que em seu ímpeto extrínseco exige recortes formais, que são o que universaliza o conhecimento. Metafísicas puramente místicas jamais gestariam tais formalismos, até porque estes lhe são intrinsecamente contrários.
Marcadores:
cristianismo,
filosofia,
Metafísica
sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Contemplo a criação
A criação não é um ponto no espaço-tempo. A criação é tudo o que foi, que é e que será criado, em todos os tempos. A cada gesto da minha mão digitando sobre este teclado, age a criação, porque algo potencial passa a se efetivar; e o que jaz no futuro é também efetivo para quem desfruta aquele espaço temporal da criação. A criação é, assim, coeterna; nunca começou, nunca pára.
(ver as rationes seminales de Agostinho)
(ver as rationes seminales de Agostinho)
sábado, 2 de janeiro de 2010
Não estude Filosofia sem Filologia.
Estudar filosofia sem estudar as línguas clássicas é como fazer uma investigação pela metade, vendo-se carente de suas fontes mais originais. As palavras são os registros das impressões experimentadas pelas diferentes culturas e civilizações. Aprofundar-se na origem e no caminho percorrido pelos vocábulos é como investigar as fotografias mais antigas do pensamento.
Assinar:
Postagens (Atom)
